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Portugueses na Diáspora

Cidadãs e Cidadãos portugueses emigrantes, migrantes, destacados, expatriados. Não somos cidadões, mas cidadãos de pleno direito e exigimos não-discriminação legislativa-regulamentar-administrativa

Portugueses na Diáspora

Cidadãs e Cidadãos portugueses emigrantes, migrantes, destacados, expatriados. Não somos cidadões, mas cidadãos de pleno direito e exigimos não-discriminação legislativa-regulamentar-administrativa

gosto

podcast entrevista ao pianista Bruno Belthoise sobre o Concerto de 14 de junho em Bruxelas

por Lídia Martins, em 06.05.19

https://www.ivoox.com/concert-piano-bruno-belthoise-e-jo-o-costa-ferreira-audios-mp3_rf_35354730_1.html

 

1 image CD Bruno Belthoise .jpg

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Bruxelas, Salão Gótico, 14 de junho de 2019 "Pastéis de nata, camembert et quelques frites..." concerto de encerramento das comemorações na Bélgica do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

por Lídia Martins, em 05.05.19

podcast entrevista com pianista Bruno Belthoise a 4 de maio de 2019, em SER PORTUGUÊS AQUI, na Rádio Alma Bruxelas, 101.9 FM e www.radioalma.be

 

Concert 14 juin 2019_A4.jpg

 

"DIÁLOGOS COM AS COMUNIDADES"- LEIS ELEITORAIS + PARTICIPAÇÃO (BRUXELAS, 14/09/2018)

por Lídia Martins, em 13.09.18

Alvíssaras, alvíssaras,

as Leis Eleitorais portuguesas para o exercício de voto no estrangeiro

estão a ser reformadas

*****Igual como Portugal, os portugueses na Europa podem exercer mais facilmente o seu direito a eleger os deputados nacionais e o presidente da república, usufruindo do recenseamento eleitoral automático através do cartão de cidadão, sem serem obrigados a ir ao Consulado inscrever-se nos cadernos eleitorais.(1) *******

 Lei 47/2018, de 13 de Agosto -  estabelece o novo Regime Jurídico do Recenseamento Eleitoral de cidadãos portugueses residentes no estrangeiro (5a alteração à Lei n.º 13/99, de 22 de Março).

 

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 https://henricartoon.blogs.sapo.pt 

(com autorização do autor, a quem agradecemos)

 

 

Amanhã 14 de Setembro de 2018, a Dra. Isabel Oneto (2) e o Dr. José Luis Carneiro vêm anunciar à comunidade portuguesa na Bélgica, sejam bem-vindos!,  algo que os portugueses residentes na Europa pediam há muito a Lisboa, mas que a política portuguesa bloqueava (aquela coisa do  "não há vontade política").  

 

Realmente, durante anos, não houve nem vontade política, nem partido político, nem deputado pela emigração, nem Conselho Consultivo das Comunidades que colocasse em cima da mesa o tema da alteração das regras do recenseamento eleitoral para os portugueses que residem no estrangeiro, nomeadamente aqui na Europa. 

Tal só foi conseguido recentemente, graças à insistência e persistência de um um grupo de cidadãos portugueses emigrantes lesados na sua cidadania, que conseguiu durante 2 anos, receber a assinatura de mais de 4.000 cidadãos portugueses, fora e dentro de Portugal, para a Petição "Também Somos Portugueses" . Esta Petição pública cidadã foi entregue na Assembleia da República no início de 2017, pedindo o recenseamento automático e oficioso, a harmonização dos métodos de eleição para deputados nacionais e presidente da república, e ainda o voto electrónico.

 

Ovo de Colombo

Com tal massa crítica, a Assembleia da República levou a sério o assunto, e os Partidos Políticos tiveram que fazer o trabalho para que são pagos por todos nós. Idem para o Governo e  Presidente da República. De janeiro de 2017 a Agosto de 2018, eles foram pareceres, estudos, consultas, audições, intervenções, projecto de lei, propostas de lei, votações, aprovações, promulgação e publicação em Diário da República. Enfim, os procedimentos próprios do trabalho parlamentar.

A nova Lei 47/2018, de 13 de Agosto "saíu do forno legislativo" a 30 de Julho de 2018, foi "abençoada" a 12 de Agosto pelo Presidente da República  e "colocada na montra" do Diário da República a 18 de Agosto de 2018.  Esta nova lei torna oficioso e automático o recenseamento eleitoral dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro, procedendo à 5.ª alteração da Lei n.º 13/99, de 22 de março, que o tempo e a realidade tinham tornado obsoleta. Para os portugueses que vivem fora, como eu,  isto significa que deixamos de ser cidadãos de segunda, discriminados nos nossos direitos civico-políticos; somos agora tão portugueses como os portugueses que vivem em Portugal. Basta os dados do cartão de cidadão para podermos ir votar e no nosso verdadeiro local de residência.  

 

Portugueses iguais aos de Portugal? Quase, quase....

Persiste porém e ainda um défice democrático português no capítulo da Participação Civico-Política dos portugueses que vivem na Europa. Para que realmente deixemos de ser cidadãos de segunda, por completo, cada voto de cada português que vive na Europa tem de valer, na contagem final, exactamente o mesmo que vale cada outro voto de cada outro português que vive em Portugal. Os boletins de voto têm de ser contabilizados da mesma forma, com o mesmo valor, independentemente do local onde se situe a urna de voto, independentemente da dimensão do círculo eleitoral e do número de deputados desse círculo. Porque senão "uns círculos são mais iguais do que outros", e isso não é democracia.

 

Por ora, os portugueses eleitores que vivem fora, nomeadamente na Europa, sofrem desta '"discriminação de boletim de voto".  (Idem para os portugueses eleitores em pequenos círculos eleitorais no território português).  Este sistema, algo anacrónico e inacabado, contabiliza apenas os boletins de voto que servem para eleger cada deputado de um mesmo círculo eleitoral. 

 

Qual facada no Valor Maior que é o Sufrágio Universal, o actual sistema de contagem despreza os outros boletins de voto que não servem aquele fim acima referido, colocando-os directamente no caixote do lixo, não os fazendo entrar na contabilidade geral dos votos para cada partido, nem tão pouco para compensar um outro círculo eleitoral. Desperdiçar votos?!  Crime de lesa democracia.

 

Ora como o círculo eleitoral da Europa só tem 2 deputados (!!!), os muitos boletins de voto de portugueses residentes na Europa que não apresentam a cruzinha no quadrado do PS ou do PSD,  não servem para eleger nenhhum deputado, porque a Lei diz que não há mais deputados para eleger, só há 1 para o PS e outro para o PSD. Por essa estranha razão os nossos votos não têm o mesmo valor do que a grande maioria, e são considerados como "inúteis" e vão parar ao caixote do lixo.  (O mesmo acontece nos pequenos círculos eleitorais em Portugal, por exemplo no interior. ) 

 

A  Democracia e o Sufrágio Universal merecem melhor 

Esta lógica não-inclusiva tem de mudarE esta má prática tem de acabar.  

 

Quem permite a continuação de tal sistema de preguicite contabilística eleitoral não honra a democracia. Dela se serve e a atrofia, abrindo a porta aos extremismos. O actual sistema mancha e descredibiliza as instituições públicas. Nenhuma instituição que participa num jogo em que uns votos valem mais do que outros, sai de cabeça erguida. Em 2018, com eleições à porta, os cidadãos eleitores esperam mais respeito.  Oxalá o Governo e a Assembleia da República consigam rapidamente completar a reforma das Leis Eleitorais, no sentido da equidade eleitoral entre os círculos eleitorais. No que diz respeito à diáspora, estão em causa qualquer coisa como 2 milhões de cidadãos nacionais que vivem fora e que se sentem directamente implicados nas escolhas políticas nacionais. Destes 2 milhões, meio milhão emigrou durante os últimos 6 anos, período de medidas austeritárias em Portugal. Não lhes digam que só podem votar no PS ou no PSD, que parece mal! Deixem-nos escolher. E mostrem-lhes quem é que se empenha por uma democracia funcional e plural.

 

Poucos consulados, mais secções e mesas de voto

Os portugueses eleitores no estrangeiro podem também eleger os deputados nacionais. A partir de agora, com esta reforma legislativa, podem fazê-lo escolhendo o voto por correio postal ou escolhendo o voto presencial no consulado. Da sua escolha têm de informar desde logo o Consulado, com bastante antecedência, porque se o não fizerem ficam com o sistema por defeito que é o voto por correio postal.

 

Considerando que os Correios já não são de fiar, e consulados há poucos, e a possibilidade do voto electrónico à distância ainda não foi contemplada,  é necessário então que o Governo português celebre acordos com as autoridades belgas para que haja mesas de voto nas comunas,  escolas belgas e associações portuguesas(3), perto de cada família portuguesa que aqui reside. 

Em 2018, a mesa de voto já nos parece coisa do passado, mas tem ainda de ser disponibilizada porque não se pode excluir os cerca de 20% da população digitalmente iliterada.

 

Voto electrónico seguro deixa de ser utopia graças à tecnologia DLT (blockchain)

Um dos pedidos que os mais de 4.000 cidadãos portugueses fizeram em 2017 na Petição à Assembleia da República "Também Somos Portugueses", pedido que não foi atendido, foi o do voto electrónico à distância para os eleitores que residem no estrangeiro. O último teste piloto de voto electrónico feito em Portugal data de há 13 anos, com resultados pouco satisfatórios.  Com a rapidez com que a tecnologia evolui, isso aconteceu há um século. Vivemos numa sociedade cada vez mais digital, 80% da  população trabalha, aprende, comunica, entretém-se, comercia e paga os seus impostos por via digital. A mesa de voto e a urna eleitoral serão, dentro em breve, peças de museu. 

 

Hoje em dia, as tecnologias DLT (Distributed Ledger/blockchain), que o bitcoin e  outras criptomoedas  deram a conhecer ao mundo, oferecem segurança, simplicidade, transparência, imutabilidade dos registos.  Tanto o sector financeiro, como o sector empresarial estão atentos e vão aproveitar estas tecnologias. O Forum Económico Mundial e  Parlamento Europeu já reconheceram a importância destes instrumentos digitais de comunicação de informações e de bases de dados comuns em áreas como a tributação do IVA, transportes,  saúde e educação. 

Seja para a transferência de activos financeiros, seja para processos eleitorais (envio de convocatórias e contagem de votos) dirigidos a milhares de accionistas que se encontram espalhados por todo o mundo, as tecnologias dos repositórios públicos partilhados, também chamadas de Livro-Razão,  permitem a transferência de dados entre as partes de maneira fiável, por meio de rede de computadores, sem intermediário. As operações e transacções são gravadas em repositório público à prova de fraudes, organizado em cadeia de blocos cronológicos. Todas as partes podem aceder ao repositório, a execução das regras é autónoma com possibilidades superiores de automação. Consequência : confiança e optimização da participação.

Sabendo que nenhuma  tecnologia deve ser encarada como panaceia e que está em constante evolução, as possibilidades que a tecnologia colaborativa DLT oferece, neste momento, respondem às necessidades do mercado digital : segurança dos dados, protecção das identidades, transparência dos processos, e possibilidade de auditoria em tempo real, sem necessidade de serviços de intermediação, poupando custos e ganhando tempo.  Para passar do mercado digital aos serviços de administração pública digital vai um pulinho.  O voto electrónico seguro deixa de ser uma utopia fornecendo, assim, os meios para se alcançar o objectivo constitucional (art.2°) de Portugal ser um Estado de Direito democrático baseado, entre outros, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais, e no aprofundamento da democracia participativa.

Como estipula o artigo 9° da Constituição da República Portuguesa, é tarefa do Estado português, defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais.

 ___________________

(1) - infelizmente ainda não é para hoje a harmonização dos métodos de votação nos 3 actos eleitorais que dizem respeito aos portugueses que vivem no estrangeiro, ao contrário do que acontece em Portugal.

(2)- ausente por motivo de doença, substituida pela sua Adjunta, Dra. Mónica Landeiro.

(3) - informação prestada durante o Encontro "Diálogos com a Comunidade"  esclareceu que as mesas de votos não poderão ser instaladas nas associaçoes portuguesas, mas apenas  em locais oficiais do Estado do Reino da Bélgica, por se inserirem no âmbito das relações diplomáticas entre o Estado Português e o Estado de acolhimento. 

 

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 Lidia Martins é cidadã portuguesa emigrante na Bélgica.

A autora escreve segundo o antigo acordo ortográfico.

 

Fontes :

https://henricartoon.blogs.sapo.pt 

https://www.parlamento.pt/Legislacao/Documents/constpt2005.pdf

portal Hemiciclo.pt

http://hemiciclo.pt/votacoes?title=recenseamento%20eleitoral%20estrangeiro

Jorge Pinto, "Fará sentido manter os círculos eleitorais da emigração?" https://www.publico.pt/2018/01/17/politica/opiniao/fara-sentido-manter-os-circulos-eleitorais-da-emigracao-1798834

Nuno Garoupa, "A fraude da proporcionalidade eleitoral" 

https://www.publico.pt/2018/08/30/politica/opiniao/a-fraude-da-proporcionalidade-eleitoral-1842427

Nuno Garoupa, "A fraude da proporcionalidade eleitoral (2)" https://www.publico.pt/2018/09/13/politica/opiniao/a-fraude-da-proporcionalidade-eleitoral-2-1843828

Conselho da Europa, Resolução 2043, de 6 de Março de 2015

http://assembly.coe.int/nw/xml/XRef/Xref-XML2HTML-fr.asp?fileid=21595

Portal das Comunidades https://www.portaldascomunidades.mne.pt/pt/servicos-consulares/recenseamento-eleitoral

Comissão Nacional de Eleições http://www.cne.pt/content/alteracoes-no-recenseamento-eleitoral-de-cidadaos-portugueses-residentes-no-estrangeiro

http://www.cne.pt/content/voto-electronico

https://www.criptonoticias.com/informacion/que-es-tecnologia-contabilidad-distribuida-blockchain/

https://www2.deloitte.com/br/pt/footerlinks/pressreleasespage/Blockchain-WEF.html

https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/pl/Documents/Reports/pl_Blockchain-technology-and-its-potential-in-taxes-2017-EN.PDF

 

 

 

 

 

 

 

Erradicar o feminicídio, crime de ódio contra as mulheres : prioridade para a política social

por Lídia Martins, em 25.08.18

A propósito de mais um duplo feminicídio, desta vez perto de Liège, a 22 de Agosto de 2018....

http://www.lesoir.be/174591/article/2018-08-23/plombieres-une-des-victimes-avait-depose-plainte-contre-son-ex-compagnon

 

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O feminicídio é atraso civilizacional, desrespeito tacanho, violação dos direitos, liberdades e garantias fundamentais,  consequência de uma mundividência patriarcal, arcaica.

 

Erradicar o feminicídio e a violência machista é uma missão para os poderes públicos.

Erradicar o feminicídio e a violência machista é responsabilidade societal.

 

Em causa está a promoção do respeito pela figura da mulher e pelo seu livre-arbítrio.

Em causa está a valorização da mulher.

 

Sim, cada vez mais :

Falar abertamente no feminicídio, denunciar e estigmatizar socialmente os perpetradores.

Campanhas públicas nas televisões e redes sociais 

Educar e transformar as mentalidades.

 

Abordagem a seguir deve ser naturalmente transversal  : multi-nível e multi-disciplinar.  

Programas educativos específicos, formais e não-formais, para todos os públicos, ao longo de toda a vida. 

Programas sociais de sensibilização.

Participação de todos os actores de desenvolvimento, instituições, escolas, associações, clubes desportivos, indústrias, etc

 

 

" Para (antropóloga mexicana Marcela Lagarde y de Los Ríos) Lagarde, o feminicídio pode ser praticado pelo atual ou ex-parceiro da vítima, parente, familiar, colega de trabalho, desconhecido, grupos de criminosos, de modo individual ou serial, ocasional ou profissional; e, em comum, denotam intensa crueldade e menosprezo para com as mulheres, tratadas como mero objetos e, portanto, descartáveis. Trata-se, pois, de crime de ódio contra as mulheres, para o qual concorre de forma criminosa o silêncio, a omissão e a negligência por parte das autoridades encarregadas de prevenir e erradicar esses delitos.

Para a antropóloga Rita Laura Segato, o impulso de ódio com relação à mulher se explica como consequência à violação feminina às duas leis do patriarcado:a norma de controle e possessão sobre o corpo feminino e a norma de superioridade, de hierarquia masculina. Sob essa ótica, a reação de ódio ocorre quando a mulher exerce autonomia no uso do seu corpo, desrespeitando regras de fidelidade ou de celibato. Ou, ainda, quando a mulher ascende posições de autoridade, poder econômico ou político, tradicionalmente ocupado por homens, desafiando o delicado equilíbrio assimétrico."

 

in https://www.huffpostbrasil.com/2017/08/04/o-que-voce-precisa-saber-sobre-um-crime-que-tem-nome-feminicidi_a_23065074/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribunal_Internacional_de_Crimes_contra_Mulheres

 

Lidia Martins 

cidadã portuguesa emigrante na Bélgica.

I - Rádio Alma Bruxelas/ Mulheres Cidadãs

II - Rádio Alma Bruxelas/ Mulheres Cidadãs

 

 

 

10 DE JUNHO 2018 DIA de PORTUGAL na CAPITAL da EUROPA

por Lídia Martins, em 15.08.18

 

https://diaportugalbelgica2018.wordpress.com/2018/06/26/10-juin-au-parc-leopold/

 

AFTER-BLOG  PT / FR 

AFTER-BLOGUE SUR LA FÊTE NATIONALE PORTUGAISE EN PT/FR

 

 

 

Também Somos Portugueses - Petição resultou

por Lídia Martins, em 18.01.18

19 de Julho de 2017

Tal como outr@s emigrantes, também apoiei a Petição dos Migrantes Unidos (com o iniciador e grande paladino Paulo Costa, na foto, a 19/7/17 ) para o fim da discriminação dos portugueses emigrantes no recenseamento eleitoral. Também Somos Portugueses. Conseguimos. Os grupos políticos do Parlamento deram luz verde e o governo mudou as coisas. Agora falta corrigir a Lei Eleitoral da AR e os Círculos Eleitorais. A abstenção eleitoral desceria vertiginosamente.

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Dar Voz ao Optimismo é uma poderosa acção política!

por Lídia Martins, em 12.02.17

artigo publicado no LUSOJORNAL Bélgica,  primeira edição de 2017  (N° 113)

pode ser consultado em linha http://www.lusojornal.com/archives/unebe113.pdf

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Rostos da Emigração Portuguesa, de Joaquim Tenreira Martins

por Lídia Martins, em 16.07.16

aqui para encomendar o seu exemplar à Editora Harmattan

http://www.editions-harmattan.fr/index.asp?navig=catalogue&obj=livre&no=50260

 

 

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para ouvir a entrevista na Radio Alma : 

http://www.ivoox.com/ser-portugues-aqui-17a-emiss-o-joaquim-tenreira-martins-audios-mp3_rf_11766966_1.html

 

 

 

10 de Junho de 2016 em Paris: um evento serendipidado ?

por Lídia Martins, em 11.06.16

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É caso para dizer que todos os caminhos vão dar a Paris, França. Sejam os caminhos da emigração portuguesa (a pé, e de comboio, no passado, e de avião low cost nos últimos tempos), sejam os caminhos dos dois actuais mais altos responsáveis pela nação portuguesa, sejam os caminhos do Euro 2016. Todos ali convergem.

 

Excelente que os nossos dois mais importantes governantes tenham ido a Paris celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Excelente que PR e PM portugueses tenham homenageado e reconhecido solenemente, em solo gaulês, o papel e o contributo das obreiras e obreiros emigrantes portugueses na construção da sociedade francesa, incluindo o seu comportamento solidário, fraterno, digno e valoroso em momentos de grande dificuldade da vida colectiva daquele país. A todos nós nos caíu bem. Excelente operação de charme. Excelente igualmente a operação diplomática e a solidariedade franco-portuguesa em assuntos orçamentais europeus. Excelente que os emigrantes enganados e lesados pelo BES se tenham manifestado no dia 10 de Junho, em Paris, junto do PR e do PM portugueses, e que a sua mensagem tenha sido levada em conta. Excelente que PR, PM e toda a comitiva tenham afirmado que o estado português vai apoiar os emigrantes portugueses. Excelente também que a Federação Portuguesa de Futebol tenha corrigido a ignorância dos marketeers que para ela trabalham. 

Não somos apenas 11 milhões de portugueses. Mormente na era da globalização e da austeridade, os nacionais de um país não vivem apenas nesse país. A emigração existe e contribui para a economia nacional com as remessas das suas poupanças, actualmente em cerca de 2% do PIB. Aos cerca de 2,8 milhões de portugueses nascidos em Portugal e residentes cá fora temos ainda que contabilizar os lusodescendentes, também eles portugueses.Todos eles apoiam a selecção nacional portuguesa de futebol no Euro'16, e por ela se deslocam e se manifestam. )

Excelente as simpáticas mensagens que nos endereçaram o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca,  e o Secretário de Estado norte americano, John Kerry.

Excelente, excelente, excelente !

Sente-se subitamente uma boa onda na relação tradicionalmente tensa e frustrada entre portugueses residentes no estrangeiro e dignitários da república portuguesa. Pressente-se da parte destes últimos uma nova atitude, positiva, séria e profissional de representante para com representado, uma atitude de respeito, e de consideração pelos nossos problemas (grande parte originados por incumprimentos constitucionais do próprio estado português, que a lei penaliza).

Esperemos que tenha caído em desuso aquela postura de contínuo desinvestimento, aquele desdém afectado e aquele discurso bacoco com que amiúde durante os últimos 50 anos nos brindaram os nossos políticos e governantes portugueses, sobretudo aqueles com quem todos nós mais contacto temos, por via das circunstâncias. 

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 Terá esta boa onda, que se sente no cosmos da emigração portuguesa, alguma coisa que ver com "serendipidade" ?   Terão os nossos dois expoentes políticos  a mente preparada e aberta para as múltiplas possibilidades de solução que a grande maioria dos problemas oferece, desde que encarados a partir de outros prismas e pressupostos?  Emergirão emoções positivas de auto-confiança que por sua vez darão azo ao engenho, arte e bons resultados?  

Haverá finalmente respeito pelas necessidades civico-políticas dos portugueses residentes no estrangeiro?  Teremos a reabertura de consulados? Voltará o Ministério da Educação a ocupar-se do ensino da língua portuguesa para os filhos dos emigrantes portugueses?

Serão as palavras ousadas e provocadoras do nosso PR indício ou vaticínio de desempenho para a Selecção das Quinas?  

E relativamente aos emigrantes portugueses lesados pelo BES, será imaginável um acordo político nacional a seu favor, e já que o houve também para os lesadores, uma vez que foram pressionados e enganados pelos directores de agências BES nos seus torrõezinhos natais a transferir as poupanças de uma vida para falsas contas a prazo, confiando no sistema bancário nacional? Que sinal dará Portugal à futura captação das remessas dos emigrantes e dos investimentos directos dos lusodescendentes em terras lusas (IDE)?  Quanto pesa o resgate one-off destes clientes do BES em comparação com a entrada de remessas todos os anos na economia portuguesa?  Em 2015 as remessas de portugueses residentes no estrangeiro ascenderam a 3.314 milhões de euros, digamos que pagou a factura do resgate do Banif.  Deste montante, 1.033 milhões foram enviados pelos portugueses emigrados em França.  Desde 2013 as remessas têm vindo a diminuir. Os emigrantes, escaldados, afastam-se dos bancos em Portugal.  Acresce a insatisfação com o desinvestimento nos serviços oficiais para os portugueses no estrangeiro(consulados e aulas de português), obrigatórios por lei, desinvestimento este que é inversamente proporcional ao aumento da emigração. Prevê-se que a tendência de queda da entrada de remessas continue, sobretudo agora com a má situação financeira de Angola.  Que sinal pretende então Portugal enviar? Inclusivamente àqueles novos emigrantes maciçamente forçados a saír nos últimos quatro anos? 

 

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10 de Junho de 2016 em Paris: um evento serendipidado ?  Esperemos que sim, para a Selecção e para a Emigração !

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Esperemos que sim, pois isso significa qualidade, inovação, ponto de viragem, percepções inovadoras, progresso, comunicação, convergência de vontades, resultados satisfatórios.  E se assim for, então é caso para dizer, tal como Josephine Baker, "J'ai deux amours, mon pays et Paris"

http://www.ina.fr/video/I06278690

 

 

 

 

Lídia Martins

(emigrante portuguesa na Bélgica)

 

Ser Português Aqui : nova emissão radiofónica em língua portuguesa na Rádio Alma (Bruxelas)

por Lídia Martins, em 18.02.16

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Programa "Ser Português Aqui", aos Sábados, às 11 da manhã (hora de Bxl GMT+1)

repete aos Domingos , às 2 da tarde, em 101,9 FM Bxl ou através da internet em www.radioalma.eu

e www.radioalma.be

Um programa em língua portuguesa para portugueses e lusófonos, um programa para todos, sem distinção. Um programa cultural e musical, apresentado por Lídia Martins, com entrevistas e debates: as estórias, percursos e vivências da portugalidade e da lusofonia no círculo da Emigração. A integração na sociedade de acolhimento e a cidadania participativa nas associações, sejam elas portuguesas, lusófonas ou belgas.

 

http://www.radioalma.be/#emissions/38

 http://radioalma.eu/www/radioalma.be  (para ouvir em directo) 

  http://www.ivoox.com/ser-portugues-aqui_sb.html? (para ouvir podcasts de todas as emissões)

FB : "Ser Português Aqui"  e  "Cidadãos por Bruxelas"

 

 

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